Cristiano Meira Magalhães

Um ponto de vista à vista de um ponto

Porque dizem ignorar-te

Recentemente um amigo mandou-me uma mensagem, através do sítio de relacionamentos Orkut. Dizia ele, então:

Deus existe? Será que existe mesmo? Pois hoje deixo de ser cristão a passo a ser ateu, se ele existe que Ele mesmo me prove.

Lendo a pergunta acima, fiquei motivado a respondê-lo. No intuito de assim fazer, fiquei eu a questionar como poderia ajudar essa pessoa? Como respondê-la?

Respondi a ele que a prova da sua existência seria tão difícil de alcançar quanto a prova da sua inexistência.

Aprendi ao longo da minha jornada espiritual que Deus não se prova, mas é necessário vivê-lo, experimentá-lo. Mas isso é uma questão de uma busca pessoal. Ninguém pode experimentar Deus, ou ninguém pode vivê-lo por alguém. É necessário que a pessoa busque em seu íntimo, e em seu “Eu” interior, tenha um contato real com o Senhor.

Não convencido que pude ser bem esclarecedor com minhas poucas palavras, lembrei-me de um texto de Huberto Rohden, em seu livro “Deus” , onde ele aborda o assunto do “ser ateu”.

Transcrevo então, logo abaixo, o texto em sua íntegra, compartilhando-o, assim, com esse meu amigo e demais leitores.

(…) Tenho encontrado ateístas aristocráticos, – e antiteístas demagógicos. Uns, serenos e calmos, como linda tarde de inverno – outros, inquietos e agressivos, como tempestade de verão.

E nenhum deles era realmente ateu nem antiteu…

Assim como o ódio não é, muitas vezes, senão a manifestação dum grande amor incompreendido ou atraiçoado – assim é também o chamado ateísmo desses homens um pofundo e descompreendido teísmo, uma espécie de “escrita especular”, que, invertida, deve ser lida no espelho, reinvertida, a fim de dar sentido…

Esses homens dizem não te conhecer – porque se desconhecem a si mesmos, e através do seu falso Eu enxergam falso o seu Deus… Pois, afinal de contas ninguém vê as coisas como elas são em si, mas assim como ele é ou julga ser…

Há muitos ateus à flor dos lábios – não há ateu no fundo da alma…

Se um chamado ateu estivesse intimamente convencido da não-existência de Deus, deixaria de guerrear esse Deus ou esse não-deus – porque ninguém hostiliza o que não existe. Só se agride o que é agressível por ser real. O espalhafatoso ateísmo do ateu é a prova do seu teísmo. Só um teísta pode fazer praça do ateísmo. Um verdadeiro ateu, se existisse, faria do seu ateísmo silêncio absoluto e sobranceiro desdém, sem perder uma palavra na agressão de um inimigo inexistente.

Se ateus houvesse, seria o diabo o rei dos ateus – quando ele é, de fato, um decidido teísta. Tão grande teísta é ele que procura revoltar todos os seres contra a infinita Realidade, Deus. Ah! se Satã pudesse ser ateu!… Se pudesse convercer-se da não existência de Deus!… Seria o fim do seu inferno e o início do seu paraíso… O ocaso do seu tormento e a alvorada da sua beatitude… Por ora, continua a grande noite… Mas Satã é por demais inteligente e realista para ser ateu, para negar a mais inelegável das realidades… Ele é o teísta número um dentre todos os inimigos de Deus. O teísmo é o fundamento de seu feroz satanismo. Estar convencido da suprema Realidade, e não querer adorar esssa Realidade, atingi-la só com a inteligência glacial e não com os ardores do coração – que horroroso tormento deve ser!… que agonia metafísica esse eterno conflito entre o ‘entender’ e o ‘querer’… Ser teísta da inteligência e ateísta do coração – eis o inferno dos infernos!… Desejar a inexistência da suprema Realidade, e estar convencido da sua eterna e indefectível existência – como tolerar esse dualismo atroz dentro do próprio Eu?…

Um diabo ateísta e ateu deixaria de ser diabo, e deixaria de sofrer no seu inferno…

Homem que fosse realmente ateu devia ser mais satânico que Satã, devia ser um supersatã, um ultradiabo – suposto que tivesse suficiente inteligência para esse ateísmo satânico e esse satanismo ateu…

Mas… por que há tantos homens que se dizem ateus?… Serão mentirosos todos eles?… Queretão todos eles enganar a humanidade com o seu pretenso ateísmo?

Não, eles não são, por via de regra, enganadores – porém enganados, auto-iludidos. Iludidos pelas penumbras do próprio ego, pela eterna esfinge do seu subconsciente.

O homem, esse “desconhecido”…

E essa ilusão radicada no próprio ego encontra, não raro, abundante alimento e adubo no ambiente social e religioso em que vivemos.

O deus que esses ateus negam é um pseudo-deus, um não-deus, um fantasma criado pelo ego e nutrido pela sugestão do ambiente. Engendram um deus à sua imagem e semelhança, e guerreiam esse aborto da sua filosofia e investem contra esse caricatura da divindade com o mesmo furor grotesco com que certo cavaleiro medieval arremetia contra um batalhão noturno de inimigos – que não eram senão moinhos-de-vento…

O deus do ateu é sempre um “deus moinho-de-vento”, um “deus-caricatura”, um “deus-fantasma”, um pseudo-deus moldado pela inteligência e pelo coração do seu autor…

O Deus real e verdadeiro não pode ser objeto de negação e de ódio, da parte do homem, uma vez que esse Deus é a afirmação da Suprema Verdade e do Bem absoluto – objetos necessariamente afirmáveis pela inteligência e pela vontade. Não é possível que a inteligência, no seu estado normal, negue a Verdade conhecia como tal, nem é possível que a vontade não adulterada odeie o Bem, que, como tal, se lhe apresente.

A inteligência só pode rejeitar a não verdade, assim como a vontade só pode recusar o não-bem.

O que o chamado ateu nega é o deus da sua filosofia e do seu ambiente religioso. Esse deus cruel, mesquinho, vingativo, fraco, antropomorfo, choroso, amargurado, sem sorte nas suas obras, derrotado por seu inimigo, como inúmeras vezes aparece nas páginas da nossa literatura religiosa – esse deus não pode, naturalmente, ser afirmado nem amado por um sincero cultor da divindade, porque esse deus nem existe no mundo real, senão apenas na imaginação doentia dos seus infelizes autores… E bom é que não exista esse pseudo-deus… Se existisse, devia todo homem sincero ser ateu…

(Huberto Rohden – Deus – Editora Alvorada – 5ª edição)

setembro 17, 2006 Publicado por Cristiano Meira Magalhães | Blogroll, Religião | | 1 Comentário

Comentários de uma holandesa sobre o Brasil

Não costumo publicar ou repassar textos provenientes de SPAM, mas recentemente recebi de um amigo algumas palavras que me fez parar e refletir melhor sobre o nosso país.

Não quero levantar um sentimento nacionaista nesse blog, mas julgo que seria bem interessante compartilhar esse texto com outros usuários.

O texto segue, na íntegra, logo abaixo.


COMENTÁRIOS DE UMA HOLANDESA SOBRE O BRASIL

Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil.

E realmente parece que é um vício falar mal do Brasil.

Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior ele maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos.

Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado. Só existe uma companhia telefônica e (pasmem!) se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.

Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo – ou de lavar as mãos – antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.

Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal – e tem fila na porta.

Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.

Em Paris, os garçons sao conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir para lá dar aulas de como conquistar o cliente.”

Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.

O Brasil tem uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa.

Os brasileiros são vítimas de vários crimes contra sua pátria, crenças, cultura, língua, etc…

Os brasileiros mais esclarecidos sabem que tem muitas razões para resgatar as raízes culturais.

Os dados são da Antropos Consulting:

  1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.
  2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.
  3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.
  4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.
  5. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.
  6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.
  7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.
  8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650mil novas habilitações a cada mês.
  9. Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.
  10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO 9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.
  11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.
  12. Por que nao se orgulhar em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?
  13. Que o Brasil tem o mais moderno sistema bancário do planeta?
  14. Que as agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?
  15. Por que não se fala que o Brasil é o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?
  16. Por que não dizer que o Brasil é hoje a terceira maior democracia do mundo?
  17. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?
  18. Por que não lembrar que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?
  19. Por que não se orgulhar de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando. É! O Brasil é um país abençoado de fato.
  20. Que os brasileiros são considerados os maiores amantes do mundo, enquanto que os ingleses e os árabes são os piores?
  21. Que os brasileiros tomam banho todos os dias, às vezes mais de um por dia enquanto que os europeus tomam em média um por semana? O país do mundo onde a Gessy Lever mais vende sabonetes é o Brasil.

Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.

Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques. Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.

Por que o brasileiro tem a mania de só ser nacionalista e patriota durante a Copa do Mundo?

Se fosse assim todos os dias, vibrador como é durante a Copa, talvez,hoje o Brasil seria uma super potência…

Bendita seja, querida pátria chamada Brasil!

(autor desconhecido, mas sabe-se que é uma holandesa)

setembro 10, 2006 Publicado por Cristiano Meira Magalhães | Blogroll, Miscelânea | | Sem comentários ainda

Motivos para não usar o MSN

A algum tempo, tenho adotado, para uso pessoal, somente o Gaim para acessar a rede jabber.org e GoogleTalk (que também utiliza protocolo jabber).

Motivos pelos quais eu não uso mais o MSN:

  1. É um programa da Microsoft, o que subentende que provavelmente é um programa instável e não confiável, com possibilidades, ainda, de ter sido fruto de um monopólio criminoso e de desenvolvimento duvidoso e pouco transparente;
  2. Você sabia que é possível utilizar o MSN Messenger sem ter, necessariamente, um mail Hotmail ou MSN? Pois é possível sim, só que no momento de registro no programa isso não é muito claro, induzindo a pessoa a criar uma conta Hotmail;
  3. Se você caiu na armadilha de se inscrever em um mail Hotmail conforme-se em ter que usar esse serviço de webmail gratuito precário, que apresenta diversos defeitos tais como:
    1. - Ter que receber constantemente propagandas da Microsoft, sem qualquer possibilidade de bloqueio de mensagens vindas da referida empresa;
    2. - Não possuir suporte para configuração de pop e smtp para uso em um cliente local de email;
    3. - Caixa de entrada com tamanho muito inferior a boa parte de outros serviços de webmail.
  4. Não há uma maneira fácil de desativar as “minhas pastas de compartilhamento”, item que o programa adiciona, sem qualquer tipo de aviso, no Windows Explorer;
  5. Não há uma maneira fácil de fazer backup das configurações e personalizações do programa (emoticons personalizados, opções de históricos e pastas);
  6. É o programa do gênero que mais consome recursos de hardware, sem qualquer razão aparente, chegando a ocupar até 40mb da memória RAM. Isso significa até 4x mais do que qualquer outro Mensageiro Instantâneo;
  7. A transmissão de voz e vídeo é extremamente ruim, ficando bastante aquém de vários outros programas do gênero;
  8. Ter uma interface tão discreta quanto à entrada de uma escola de samba;
  9. Ter uma interface gráfica muito pouco customizável;
  10. Não se pode remover as propagandas da janela principal;
  11. Não se pode personalizar a exibição do próprio status para cada contato;
  12. Não se pode mudar ou fixar o nome dos contatos, dessa forma ficando-se sujeito a usuários que mudam seus respectivos apelidos constantemente, sem qualquer finalidade prática para isso;
  13. Muitas vezes os contatos não recebem as mensagens que se manda, e o programa, na maioria das vezes, não avisa que não foi possível enviar a mensagem ao destinatário;
  14. O programa não espera a confirmação do envio da mensagem, criando a ilusão de ser “o mais rápido messenger”, ou seja, quando você envia uma mensagem o programa já confirma que chegou, embora o destinatário necessariamente ainda possa não ter recebido;
  15. O programa só salva o histórico de conversas quando se fecha a janela de conversação, ou seja, se faltar luz ou acontecer algum “fatal error” perde-se toda a conversa das janelas abertas daquele momento;
  16. Não há opção de impedir que outras pessoas que tenham acesso a seu PC vejam o seu histórico de mensagens, ou seja, seu histórico não é protegido por senha;
  17. A Microsoft não se dá o trabalho de fazer a limpa na lista das pessoas dos contatos que abandonaram o uso do MSN (se desregistraram do serviço Passport), ou seja, existem milhões de “fantasmas” sobrecarregando os servidores do MSN;
  18. Deletar efetivamente um contato é uma tarefa que parece fácil, mas não é. Embora o programa tenha a opção de deletar/bloquear, ainda sim se pode retorná-lo a lista, porque o programa se restringe em apenas tirar o nome na exibição da janela principal, e quanto mais pessoas tivermos, mais o programa se torna pesado na hora de fazer o login, independente do número de contatos deletados/bloqueados;
  19. É possível adicionar pessoas que não existem, ou seja, se você errar o mail da pessoa ao adicionar o contato você está condenado a permanecer com um “fantasma” na lista de contatos, e recaímos nos itens 17 e 18;
  20. Para acessar o Hotmail através do link na janela principal do aplicativo ele abrirá o Internet Explorer, e não há nenhuma possibilidade de se mudar isso. Mesmo que o navegador padrão seja outro;
  21. Toda a sua lista de contatos sabe o seu mail, inclusive os contatos deletados/bloqueados;
  22. O programa induz constantemente a sua atualização;
  23. As transferências de arquivos são lentas, não possuem resume, e o sucesso no envio de um arquivo é motivo de comemoração;
  24. É o programa do gênero que mais apresenta quedas nos servidores;
  25. As quedas constantes, e verificar o status do serviço online dizendo “Todos os sistemas estão estáveis e funcionando”;
  26. Login que demora uma eternidade.

setembro 4, 2006 Publicado por Cristiano Meira Magalhães | Blogroll, Softwares | | 1 Comentário

Microempresa adota Linux como S.O. padrão

A utilização do sistema operacional Linux se faz frequente em diversos setores da computação, onde são envolvidas soluções de barateamento de custos em aquisições de equipamentos e serviços. Atualmente, entre as micro e pequenas empresas no Brasil, ainda é pouco conhecido os benefícios que podem ser encontrados ao se permitirem ser implatado esse sistema operacional em seus computadores. Mas a mudança do paradigma de paradígma está se tornando real, à medida que o Linux se torna cada vez mais em evidência no cenário de tecnologia, fazendo frente aos seus concorrentes, como o Windows, software da gigante internacional Microsoft.

Nesse texto, tentarei descrever como implantei o Linux nos computadores da minha empresa e analisarei os pós e contras que poderei ter encontrado ao longo dessa jornada digital.

O Problema

Tenho uma micro-empresa, varejista, que atua no setor de revenda de produtos hidráulicos destinados a funções de irrigação e uso predial. Também oferecemos serviços de prenssagem de mangueiras para altas pressões.

Nos primórdios da abertura da nossa loja, trabalhávamos apenas com dois computadores (o PC da minha sala e o PC da secretária) ligados em uma rede ponto-a-ponto, cada um executando o sistema operacinal Windows. Como a grande maioria das empresas do nosso país, usávamos uma cópia do windows pirata, que intalamos em cada estação.

Usávamos cópias piratas do Windows devido a falta de informação mesmo. Ao comprarmos computadores em estabelecimentos locais, os lojistas já instalam cópias do Windows pirata e nós, consumidores finais, por falta de maiores instruções, permanecíamos com nossos computadores ilegais, muitas vezes sem ao menos saber desse problema.
Mesmo sabendo que em nossa cidade, a fiscalização de empresas para constar o uso ou não de softwares piratas é precário, obviamente que não tínhamos nenhuma intenção de promover uma vantagem dessa situação usando cópias não legalizadas desses softwares.

Usávamos também um software propietário “for Windows”, como ferramenta de administração da empresa. Com ele controlávamos o estoque dos nossos produtos, cadastro de clientes, fornecedores, contas a pagar e a receber, e demais funções que espera-se de um software para automação comercial. Porém tal software era uma verdadeira dor de cabeça. A empresa responsável por sua programação tinha cede em Santa Catarina e o atendimento era todo por telefone, muitas vezes não solucionando alguns problemas que encontrávamos em nosso dia-a-dia.

Com o crescimento da nossa empresa e um melhor conhecimento das questões que aflingem o software pirata, sentimos uma necessidade de realizar uma mudança em nossa estrutura comutacional. Dentre essas necessidades, podemos listar:

  1. Instalação de uma estação no balcão da empresa, para atender ao consumidor com maior agilidade em serviços de consulta de produtos e PDV. Até então usávamos uma tabela impressa semanalmente contendo o preço dos produtos em estoque;
  2. Instalação de uma rede receptível a atender mais estações do que a nossa simplória rede ponto-a-ponto;
  3. Legalizar nossa empresa no requisito de não ser mais uma empresa usuária de software pirata, estando assim, totalmente em acordo com as normas e leis que abordam tal assunto;
  4. Migrar o nosso sitema de automação comercial para um software que disponibilizasse de um suporte mais eficiente do que o atual;
  5. Tínhamos um baixo orçamento, então era imperativo obter essas novas instalações (instalação da nova rede, compra de nova estação, suporte, etc.) com o menor custo possível.

Soluções

Analisando os ítens listados acima, logo percebi que o fator limitante em nossa empresa seria o fator descrito no último tópico: dinheiro.

Alguém me disse certa vez que “dinheiro não é problema, mas sim, a solução”. Comprovadamente estávamos vivendo esse ditado em nossa pele por possuir um baixo orçamento. Tínhamos, em nossa reforma, de privilegiar o baixo custo na aquisição de novos equipamentos e serviços.

Então, como o tema era economia, ao invés de comprar equipamentos novos, optamos por adquirir equipamentos usados, cujos preços são bem mais atrativos. Porém, equipamentos usados possuem a desvantagem de serem portadores de uma tecnologia menos morderna do que equipamentos novos, que são considerados de última geração.

Sabíamos, também, que o sistema operacional mais vendido no mercado (Microsoft Windows) exigia, em cada nova versão lançada pelo fabricante, máquinas melhores equipadas e cada vez mais rápidas e com grande capacidade de memória e processamento.

Então, analisando em conjunto os preços de equipamentos novos e licensas de uso de softwares como Windows 98 ou o Microsoft Office, sofremos de uma total desanimação em relação a comprar softwares propietários e equipamentos novos.

Analisando a relação custo/benefício de alguns parâmetros (mensalidade, custo de aquisição, velocidade do suporte técnico, etc.), optamos por usar um software produzido por um programador local para realizar a automação comercial da empresa. O software é escrito em CLIPPER e funciona sob ambiente DOS.

Então, devido a todos esses fatos, esbarramos nas seguintes necessidades para a escolha da compra e instalação da nova estação que funcionaria como consultas de balcão e PDV:

  1. Teria que ser um computador barato;
  2. Teria que possuir um sistema operacional que:
    1. Funcionasse em uma máquina menos potente;
    2. Fosse capaz de executar um programa CLIPPER “para DOS”;
    3. Oferecesse acesso ao uso de impressoras fiscais e matriciais;
    4. Possuisse um preço de aquisição relativamente barato;
      Nesse caso, optamos por instalar software livre em nossa empresa, no que fosse possível assim o fazer. E o sistema operacional escolhido foi o Linux por, dentre os S.O.’s livres, ter a melhor aceitação e documentação do mercado.

Então, seguindo esses pré-requisitos e a escolha do Linux como sistema operacional padrão, compramos 1PC usado, tendo uma economia de 50%. A configuração desse PC foi um Pentium III 800Mhz 256MB RAM HD 10GB. Instalamos o Linux Ubuntu nessa máquina e fizemos uma rede onde ligamos os então 3 PCs (2 PCs que já tinhamos, mais o novo PC) em um hub/switch.

Em seguida, com a mesma distribuição, instalei o Linux também no PC da minha sala, que oferece o serviço de acesso a internet a rede.

Porém, no PC da secretária, optei por deixar uma versão do Microsoft Windows instalada, para garantir maior compatibiliade com os programas do nosso banco e da Secretaria da Fazenda do nosso Estado da Bahia, como o Validador Sintegra e o Compra Legal. Então, compramos um registro para essa cópia do Windows.

Como o nosso sistema de automação comercial agora seria “para DOS”, ou seja, em modo texto, pude executá-lo no computador Linux do caixa usando o emulador “dosemu”, que o faz funcionar perfeitamente, tendo acesso às impressoras fiscais e matriciais, como eram exigidos pelas restrições do problema.

Em um período posterior, procurando oferecer uma vida útil a um Pentium 100 32MB RAM HD 4GB, expandi a memória dele para 64MB RAM (exigência mínima para se instalar o Linux Ubuntu através da rede) e instalamos também o Linux. Com o auxílio do dosemu, essa estação hoje está no balcão da nossa loja oferecendo acesso à lista de preços do nosso programa de automação.

Como software para escritório, o OpenOffice foi instalado no PC da minha sala e no PC da secretária em versões para linux e windows respectivamente, não tendo eu gasto algum com a compra de softwares como o Microsoft Office.

Ao fim, ficou assim a minha rede: 3 PCs Linux e 1 PC Windows (Win 98). Pronto, tendo feito tais ajustes e modificações, agora eu estava com uma rede de 4 computadores, operando através de software livre, sendo um deles, mesmo que não seja 100% livre, porém sendo 100% legalizado.

Conclusão

A adoção de software livre em minha empresa apresentou uma redução de custos em mais de 50% na instalação da nova rede e dos novos sistemas nas máquinas novas e antigas.

Com a ajuda de tutoriais, uma extensa documentação, e comunidades criadas por usuários de softwares livres, é possível obter ajuda de outras pessoas através de contatos por e-mail ou em tempo real por mensegers, baixando o custo do suporte praticamente para um valor muito próximo a zero.

Como se não bastasse o baixo custo de aquisição e manutenção, o software livre em minha empresa apresentou uma maior confiabilidade no requisito de segurança. Podendo ler o software diretamente do seu código fonte, o usuário pode ter certeza do que realmente está executando.

A adoção do Linux como sistema operacional padrão, especialmente falando, reduziu minhas preocupações no que diz respeito a vírus e cavalos de tróia, problemas graves enfrentados por diversas empresas hoje em dia. Com a tecnologia de controle de usuários, e instalação de programas diretamente dos repositórios oficiais, torna-se praticamente impossível dos sistemas adquirirem códigos maliciosos que venham a danificar tais máquinas.

As empresas hoje estão olhando cada vez mais para soluções livres, e com todo o juízo.

Entre essas e inúmeras outras vantagens, o software livre realmente trouxe inúmeros outros benefícios a minha empresa que nesse e em outros textos eu poderia ter dificuldade para listá-los.

Acredito que, através de uma mudança gradual de perspectiva, empresários e usuários de sistemas como um todo, poderão testificar que o uso de sistemas livres em seus lares ou negócios é muito maior que uma simples idéia. O uso dessas tecnologias oferecem hoje vantagens insubistituíveis em questões como segurança e baixos custos.

É necessário haver uma reversão no paradigma de uso de softwares.

Hoje é uma realidade: software livre é 100% viável economicamente e fazendo valer o ditado que inicou esse texto, poderíamos também dizer sem maiores temores: “software livre não é problema, mas sim, a solução”.

setembro 4, 2006 Publicado por Cristiano Meira Magalhães | Blogroll, Softwares, Soluções | | Sem comentários ainda

Lançada Bíblia digital

Lançado novo software para estudo e leitura da Bíblia Sagrada.

Jaspe é um programa de computador, totalmente OPEN SOURCE e sob a licença GNU GENERAL PUBLIC LICENSE, com o objetivo de tornar mais fácil a leitura e o estudo da Bíblia através do uso do computador.

O programa tem suporte a mais de uma língua (inicialmente contém suporte ao Português-Br, Inglês-US e Espanhol-Es).

É fácil de usar e as buscas são rápidas. O sistema de procura de palavras-chaves e versículos usufrui o já consagrado banco de dados HSQLDB.

Jaspe é capaz de ler dados em diferentes versões da Bíblia, o que permite um estudo aprofundado das várias traduções. Inicialmente a versão 1.0 contém 5 versões disponíveis para download

Versão em Português (João Ferreira de Almeida)
Versão em Inglês (King James)
Versão em Espanhol
Versão em Francês
Versão em Italiano
Versão em Alemão
Versão em Espanhol

É possível alternar a aparência da aplicação em tempo de execução (Look & Feel). Você pode visualizar suas janelas tanto em modo Windows como em modo Metal (tema default do Java), e para este último, Jaspe aceita ainda diferentes temas cunfiguráveis.

Jaspe é executado sob um ambiente criado pela Java Virtual Machine (Máquina Virtual Java), da SUN Microsystems. O seu código foi inteiramente produzido em Java (100% Java). Por isso, tornando-o capaz de ser executado em qualquer sistema operacional, desde que este, logicamente, contenha a Máquina Virtual Java previamente instalada (leia o documento “Como instalar” para detalhes sobre como instalar a Máquina Virtual).

O programa Jaspe foi inteiramente desenvolvido por Cristiano (autor desse blog) e está disponível para download em http://jaspe.sourceforge.net .

agosto 14, 2006 Publicado por Cristiano Meira Magalhães | Blogroll, Programação, Religião | | 2 Comentários

O “Eu acho”, a Mídia e o Dízimo

No mundo em que vivemos, somos envolvidos diariamente por diversas diferenças de opiniões, crenças e credos.

Todos nós temos o direito de termos diferente opiniões sobre qualquer assunto. Pelo menos esse é o princípio do livre arbítrio.

No entanto, sobre o qual não posso concordar é a abordagem de assuntos que remetem a essas diferenças, por parte da mídia e de forma parcial, partindo do princípio do “eu acho”.

A mídia, seja ela em seus diversos formatos (como TV, rádio, jornais, revistas, internet, dentre tantos mais), deve ser imparcial. Na posição que ocupa como o “quarto poder”, como criadora absoluta de opiniões, seus profissionais devem ter o bom senso e a ética de se absterem-se totalmente do uso pessoal do “eu acho” e apresentar algo menos tendencioso e mais próximo do “a indícios que…”.

Quando a mídia não consegue atingir esse objetivo de imparcialidade, ela passa a ser não mais um veículo criadora de opiniões, mas sim um veículo controlador de massas, promovendo, assim, uma “ditadura mental e psicológica”, onde ela se diz a única capaz de ter a razão e a verdade.

Tendo conhecimento a história, o uso do “eu acho” convergiu a humanidade, diversas vezes, a um estado de cegueira social cujos parâmetros são indescritíveis.

Foi o “eu acho que a raça ariana é perfeita” que levou Hitler a levantar um povo a realizar um dos maiores genocídios da humanidade, o assassinato em massa de raças não germânicas, estando os Judeus entre os maiores a sofrer a consequência dessa posse da “verdade”.

Foi o “eu acho que os não crentes são purificados no fogo” que fez com que a Igreja Católica manifestasse, na “Santa Inquisição” uma das maiores bestialidades que o homem já pode fazer, levando outros seres humanos à morte em fogueiras.

Aos profissionais da mídia, todos devem ter consciência que suas palavras, sejam elas ditas ou escritas, influenciam massas e podem com essas, caso não sejam imparciais, gerar ou aumentar a intolerância entre nossas diferenças já existentes.

Não faz muito tempo, ouvindo um dos programas de rádio mais populares da minha cidade, tive a infelicidade de ouvir do locultor, que por sinal sou um admirador, uma resposta a um e-mail de uma de suas ouvintes, inconformada por não concordar como este abordou um assunto de caráter religioso em um programa anterior.

Tal locultor, movido talvez pela moda ou tendência cancerígena do “eu acho”, que nos aflige nesses tempos, dissertou toda a sua opinião, de julgo pessoal, sem ao menos não demonstrar que por de trás de suas palavras havia algo de mais concreto e imparcial, como uma pesquisa história sobre o tema abordado.

A ouvinte em questão, manifestou sua não concordância de como o locultor abordou o assunto da devolução de ofertas dizimísta para igrejas cristãs, praticadas por seus fiéis.

Segundo o locultor, usando com destaque as palavras “eu acho”, este defendeu que o pagamento de dízimos às Igrejas devem ser feito dando prioridade às necessidades financeiras do membro fiel e não da Igreja em si. O mesmo defendeu, por exemplo, que o membro da Igreja deveria pagar suas contas e por fim, com a quantia que sobrasse em seu orçamento, doar para a sua Igreja.

Se na mídia o uso desse termo já é uma denuncia clara de uma falta de pesquisa sobre o assunto em questão, quando entramos para debates religiosos é uma expressão totalmente sem valor e sentido.

Se o profissional bem o soubesse o dízimo, que é uma das transações financeiras mais antigas feita pela humanidade, é uma oferta voluntária e de fé.

É encontrada a sua origem na Bíblia e dízimo significa “décima parte de algo”, e o termo cristão corretamente empregado é que ele deve ser “devolvido” e não “pago”. O termo “devolvido” é correto porque existe o entendimento que todas as riquezas desse mundo a Deus pertence e o cristão é visto apenas como um administrador dos bens no qual Deus a ele confiou.

O ato de devolver o dízimo é voluntário, visto que somente é aceito por Deus, caso o coração do homem esteja disposto a isso. Diferente de uma mensalidade cobrada por boletos bancários em nosso sistema financeiro, que pode ser cobrada juridicamente aos devedores, o ato dizimísta pode ser conferido apenas pelo próprio Deus, que pode ler os corações e mentes dos que o temem. Encontra-se na Bíblia, no livro de Atos o exemplo de Ananias de Safira, um casal que devolveu o dízimo, mas comtiam-se eu seu coração um sentimento de avareza. Contam as Sagradas Escrituras que ambos morreram imediatamente, fulminados pelo próprio Deus, ao entregarem o dízimo e as ofertas aos membros da Igreja local. Portanto, é ilícito ao homem julgar qualquer membro pela quantia devolvida.

Egoístas por natureza, a nós seres humanos a devolução do dízimo é antes de tudo um ato de fé e de negação do próprio “eu”. Pode ser visto como um símbolo criado pelo próprio Deus a fim de que possamos nos desgarrar dos nossos mais íntimos sentimentos gananciosos.

A devolução do dízimo é é induzida na vida do cristão não apenas em caráter financeiro, mas também é de ordenança ao cristão devolver dízimo a Deus sobre outros aspectos da sua vida, como por exemplo, o seu tempo. Mesmo quando nem sempre é assim que acontece. Imaginemos se cada cristão vivente separasse um décimo do tempo do seu dia, todos os dias, para cuidar das coisas de Deus, como ler as escrituras, fazer bem aos outros e pregar o amor entre os homens, com certeza seríamos outra sociedade.

Ao contrário do que muitos pensam, o dízimo não leva ninguém à falência financeira. Se as pessoas bem soubessem administrar e fazer seus planos com os 90% que lhe restarem do orçamento, não haveria problemas financeiros. Porém, sofremos ataques de consumo por todos os lados e ainda que tivéssemos oportunidade de administrar 200% do que hoje temos direito, ainda assim faríamos dívidas. O problema de quebras do nosso controle financeiro não está no quando recebemos para administrar, mas no quanto gastamos.

Ainda existem relatos de cristãos, convencidos que o dízimo é correto, que narram histórias e experiências descrevendo o sucesso que Deus fez em suas vidas quando estes estavam devolvendo corretamente os seus dízimos e ofertas.

Eu não posso ter nada contra o que pensa o locultor e não posso também julgar o que se passa dentro do seu coração. Mas apenas sei que é ético abster-se do “eu acho” e voltarmos mais a uma mídia mais imparcial e menos sensacionalista.

julho 7, 2006 Publicado por Cristiano Meira Magalhães | Mídia, Religião | | 4 Comentários

A web está de cara nova

Lançado o novo blog do Engenheiro Cristiano Meira Magalhães, prometendo ser diverso em temas e assuntos abordados, o blog “Cristiano Meira Magalhaes – Um ponto de vista à vista de um ponto” inicia sua redação no início do mês de Julho/2006.

O blog, segundo o autor, promete ter matérias de diversos fins, desde temas relacionados com engenharia a questões teológicas sobre religiões e crenças, sempre com uma característica de novas perspectivas à visão do internauta. “O meu novo blog será o porta-voz da minha personalidade”, diz o Engenheiro completando: “Quero fazer um blog onde eu possa lançar opniões, trazer para o conhecimento público um ponto de vista diferente do que se é aceito hoje em dia. Ninguém precisa aceitar tudo somente porque elas estão. Nada é, tudo pode ser.”

Em entrevista, o Engenheiro Cristiano, quando indagado pelo conteúdo do blog e da diversidade de temas abordados, ainda falou: “Sim, o blog tem o objetivo de ser diversificado. E sobre essa diversidade de assuntos reflete muito com o meu modo de viver e quem sou. Seria impossível lançar algo na internet sem demonstrar realmente ao que estou interessado”.

Lançado em parceria com o site WordPress.com, o internauta pode acessar o blog no endereço http://cristianomm.wordpress.com usando o navegador de internet de sua preferência.

julho 3, 2006 Publicado por Cristiano Meira Magalhães | Blogroll | | Sem comentários ainda